sábado, 9 de janeiro de 2010

Arte


Estou atualmente num quest sobre o poster certo pra colocar na parede do meu escritorio e nao, isso nao eh uma tarefa facil. Eu jah estou quase decidido, mas achei que seria legal falar sobre o que ander pensando. No meu quarto no Rio de Janeiro eu tenho varios posters do Escher. Para ser mais preciso: The Waterfall, The Belvedere, Day and Night e meu preferido Ascending and Descending (que depois que eu sai de casa acabou indo parar na parede da sala). Meu primeiro instinto foi colocar Ascending and Descending tambem na parede do meu escritorio. E de fato ainda penso em fazer isso.



 Mas monocromatico demais - e de fato eu tenho espaco pra dois posters. Na verdade, eu jah tenho um quadro que comprei na Feira de Arte da Praca General Osorio. Tem um cara lah que faz uma otimas aquarelas do Rio - e resolvi levar uma delas pra colocar lah. Acabou que nao conseguindo prender ele e tirei um pedacao da pintura da parede. Entao acabei colocando ele apoiado na mesa e sobrou um grande pedaco de parede (que de fato eu tenho que cobrir - jah a algum tempo - com alguma coisa). A conclusao eh que ha espaco de parede para mais alguma coisa e eu pensei em algum dos posters de um japones chamado Utagawa Hiroshige. Eu conheci os posters desse cara em um paper que eu li de computacao grafica e fiquei impressionado com as cores e simplicidade das gravuras. Esse cara chegou a influenciar Van Gogh ao ponto dele fazer quadros que eram claras homenagens ao trabalho do Hiroshige. Por exemplo, o seguinte par de quadros, o da direita eh a homenagem do Van Gogh:




Eu estou basicamente em duvida em relacao a essas duas em seguida pra colocar do lado do Ascending e Descending no office:




que sao respectivamente "Drum Bridge At Meguro" e "Wave Off Satta Coast". A paisagem de inverno talvez seja bem mais apropriada para o clima de Ithaca, mas pela mesma razao talvez seja bom ficar olhando para uma paisagem de verao com o Monte Fuji atras. (Alias, falando em Monte Fuji, essa semana eu vi o filme Kirschblüten - Hanami e eh excelente. Recomendo muito. Fui bem sem querer e me impressionei muito.) Mas acho que eu estou certo de colocar um par: o Ascending and Descending e um dos quadros acima.

Falando em arte, eu passei uma semana em NYC antes de voltar ao Rio e pela primeira vez eu fui ao MOMA. Eu jah tinha ido no MET e no meu preferido, o Museu de Historia Natural, mas eu tinha negligenciado o MOMA por achar que eu nao gosto de Arte Moderna. E de fato minhas experiencias com museus na Europa me diziam isso. Achei o Centre George Pompidou um dos piores museus que eu jah visitei - uma grande perda de tempo em Paris. Mas o MOMA foi diferente. O que eu encontrei lah foi diferente do que eu esperava.




Em vez de coisas tipo Duchamps, havia coisas como pop-art, Bauhaus, quadrinhos/cinema, ... Tinham excelentes gravuras do Andy Warhol e ateh Van Gogh, Picasso e Kandinsky. Eu tenho uma idea que arte tem que ser antes de tudo decorativa e a varias pessoas certamente descordam de mim. Alguns vao dizer que o importante eh a mensagem: eu concordo, mas os espectadores tem que ser antes convidados a admirar (seja pelo belo ou pelo grotesco) mas a gostar, se sentir atraido, ... para depois entender a mensagem. O mesmo acredito para livros, concordo que livros profundos sao importantes, mas acho que eles tem que divertir. Ninguem vai ler obras profundas soh por isso. Se elas demandarem varios litros de suor por pagina, como eh esperado que alguem leia tudo e pegue a mensagem. Isso vale ateh pra textos cientificos - o leitor tem que ser atraido e se sentir bem em ler aquilo. Nesse sentido, esses artistas todos que mencionei fazem um otimo trabalho - sem deixar de ser inovadores e transmitir mensagens importantes.

Mas voltando ao MOMA, eu gostei particularmente das duas exposicoes itinerantes. Uma delas era sobre a obra do Tim Burton, que, diferente de como eu pensava, nao tem soh filmes e livros, mas tambem quadros, gravuras e outros tipos de arte. Grande parte eh voltada para o cinema e para ilustrar os personagens dele.  A outra exposicao era sobre o Bauhaus - um estilo alemao voltado pra arquitetura e pro design. Haviam quadros e gravuras tambem, mas o grande foco era uma arte utilitaria: moveis, cadeiras, vasos, edificios, ... Eu aprecio muito esses estilos onde a arte se integra ao cotidiano e eh um modo de repensar o que fazemos todo o dia. Achei inclusive o site da exposicao.


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